Meios de pagamento no Brasil: dados inéditos sobre hábitos e preferências na hora de pagar

Beatriz Gonçalves
Meios de pagamento no Brasil: dados inéditos sobre hábitos e preferências na hora de pagar

Pix, cartão de crédito, débito, carteiras digitais ou até dinheiro: na hora de pagar, os brasileiros contam hoje com uma variedade cada vez maior de opções. Com diferentes alternativas, o meio de pagamento se tornou um fator decisivo na experiência do consumidor, influenciando desde a escolha do canal até a conclusão da transação.

Para entender quais são os meios de pagamento preferidos pelo brasileiro no e-commerce e nas lojas físicas, o Opinion Box entrevistou 1000 pessoas para elaborar uma pesquisa exclusiva.

Ao longo deste conteúdo, você confere os principais insights da pesquisa:

Uso e preferência dos meios de pagamento

A pesquisa mostra que o consumidor brasileiro transita entre diferentes meios de pagamento. O Pix aparece como o meio mais utilizado (87%), seguido pelo o cartão de crédito (83%) e pelo cartão de débito (66%), que seguem relevantes mesmo com o avanço da digitalização.

quando se trata de preferência, o cartão de crédito lidera com folga: 52% dos brasileiros o apontam como principal meio de pagamento. O Pix ocupa a segunda posição, com 26%, mostrando que, apesar de ser amplamente utilizado, nem sempre é a primeira escolha em todas as situações. Já o cartão de débito aparece em terceiro lugar, com 7%.

Esse cenário reforça que uso e preferência não caminham necessariamente juntos. Enquanto o Pix se consolida como uma opção prática e presente no dia a dia, o cartão de crédito ainda se destaca quando o consumidor pensa em benefícios como parcelamento, prazo para pagamento e maior flexibilidade financeira.

A substituição do dinheiro pelos meios de pagamento digitais

Os dados da pesquisa indicam uma mudança clara na forma como os brasileiros realizam seus pagamentos. Para 83% dos respondentes, o uso de dinheiro em espécie tem diminuído nos últimos tempos. Esse movimento reflete a busca por mais praticidade, rapidez e conveniência nas transações do dia a dia.

Essa percepção se estende para o futuro. A maioria dos participantes (79%) acredita que os meios de pagamento digitais devem, em algum momento, substituir o dinheiro físico. 

Na prática, essa transição já está em curso: 70% dos brasileiros afirmam que têm utilizado cada vez menos meios de pagamento tradicionais e adotado com mais frequência carteiras digitais e soluções online. 

A ascensão do Pix 

O Pix já faz parte da rotina de pagamento da maioria dos brasileiros. 87% dos respondentes afirmam que já utilizaram o meio de pagamento, o que evidencia sua rápida adoção desde o lançamento e sua consolidação no dia a dia do consumidor.

Além disso, para 86% o Pix mudou para melhor a forma como realizam pagamentos, especialmente por trazer mais agilidade e simplicidade às transações. 

Entre os principais fatores que impulsionam essa ascensão estão justamente os benefícios percebidos pelos usuários. A agilidade das transações (70%) e a ausência de taxas de transferência (67%) aparecem como os principais motivadores para a adoção.

Esses atributos ajudam a explicar por que o meio de pagamento se tornou uma escolha preferencial em diversas situações de compra e transferência.

Uso do cartão de crédito

O cartão de crédito segue como um dos meios de pagamento mais utilizados no Brasil e se mantém como o preferido dos consumidores. Sua ampla aceitação, aliada à flexibilidade no pagamento, faz com que ele continue ocupando um papel central na jornada de compra.

Entre os usuários, 65% têm o cartão vinculado a bancos tradicionais e 62% a bancos digitais, refletindo a forte presença das fintechs no cotidiano financeiro. 

O uso do cartão de crédito é altamente integrado ao dia a dia do consumidor: 91% dos usuários afirmam utilizá-lo tanto em lojas físicas quanto em compras online.  Além disso, a maioria dos usuários tem o hábito de parcelar compras, seja apenas em valores mais altos (47%) ou sempre que possível (39%).

A experiência de pagamento também tem se tornado mais ágil com a popularização do pagamento por aproximação. Hoje, 81% dos usuários de cartão de crédito já utilizam essa tecnologia, principalmente aproximando o próprio cartão da maquininha (63%) ou usando o smartphone (40%), mostrando como a integração entre meios de pagamento e dispositivos digitais vem transformando a forma de pagar.

Golpes e fraudes

Apesar do avanço da digitalização e da popularização de soluções mais práticas para pagar, a segurança segue sendo um ponto de atenção para os consumidores. 58% dos entrevistados já foram vítimas de golpes, fraudes ou tentativas de fraude relacionadas a meios de pagamento.

Entre os casos mais comuns, o cartão de crédito clonado aparece com destaque, citado por 34% dos respondentes. Em seguida, surgem os golpes envolvendo Pix (10%), golpes aplicados via WhatsApp (8%) e Instagram (6%).

Para empresas e instituições financeiras, esse cenário reforça a importância de investir continuamente em segurança, prevenção a fraudes e comunicação clara com os consumidores. Já para o público, os dados indicam a necessidade de atenção redobrada e de adoção de boas práticas no uso dos meios de pagamento, especialmente em um ambiente cada vez mais digital e conectado.

Meios de pagamento: sobre a pesquisa

Para realizar a pesquisa “Meios de Pagamento no Brasil” e entender como os brasileiros utilizam, percebem e escolhem diferentes formas de pagamento no dia a dia, o Opinion Box entrevistou 1.000 pessoas em todo o Brasil, com uma margem de erro de 3,1 pontos percentuais.

As entrevistas foram realizadas online em agosto de 2025, e o perfil dos respondentes segue as proporções de gênero, faixa etária, região e classes sociais da população brasileira, garantindo uma visão representativa e abrangente sobre os hábitos e preferências de pagamento no país.

Se você quer se aprofundar ainda mais nos dados e insights sobre os meios de pagamento, baixe a pesquisa completa. Com uma análise detalhada de comportamentos, percepções e tendências, o material oferece uma visão completa sobre a evolução dos pagamentos e o que esperar desse cenário no Brasil.

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